Estava de facto a cumprimentar o chorão...realmente deveria ter referido o teu nick antes do Quote.
No caso do chumbo, já foi eliminado da gasolina pelo menos desde 1992, altura em que passou a ser obrigatório os carros serem vendidos com catalisador. Esse saiu da equação. Calculo que o único que ainda tenha sobrevivido tenha sido o potássio e eventualmente o sódio ou outros componentes semelhantes, sendo que a existir algum filme protector terá que ser algum subproduto da combustão da gasolina.
O chumbo era um exemplo para ilustrar melhor o efeito pretendido. As fontes dos instaladores tendem a ser as mesmas, por isso não me surpreende.
Um esta semana disse-me que tinha aprendido numa formação que o FlashLube funcionava devido ao "Efeito octanol"!
O octanol é um álcool de cadeia longa (que de facto faz parte da composição do FlashLube) cujo único efeito (dada a pequeníssima quantidade em causa, como demonstrarei a seguir) é o de dar uma certa viscosidade ao FlashLube (o que leva muitos a pensar que é um óleo, quando tecnicamente não o é), por um lado, mas por outro ser facilmente combustível num motor ciclo Otto (o que não acontece com os verdadeiros óleos).
Mas vamos a cálculos. A percentagem de Octanol no Flashlube é de aproximadamente 5%. Ora como o consumo de FlashLube é de 1 ml por cada litro de GPL, ou seja em 100Km aproximadamente 10ml, o que dará 0,5 ml de octanol. Resumindo o "Efeito octanol" teria de ser tão poderoso que 0,5 ml lubrificariam as sedes das válvulas por 100Km.
A meu ver esta do "Efeito octanol" serve para justificar a eficácia da injeção de pequenas quantidades de gasolina, em relação à qual eu sou muito céptico como vou explicar a seguir.
Deixemos de lado o efeito térmico da vaporização da gasolina, pois como já vimos, dadas as pequenas quantidades em causa, este é insignificante.
Os aditivos na gasolina estão em muito baixa concentração porque é suposto um carro consumir uma quantidade apreciável de gasolina. Para além disso o seu efeito é reforçado pelos resíduos produzidos pela queima da gasolina. Estes efeitos combinados só existem quando o carro queima quantidades apreciáveis de gasolina. Ora supondo, por exemplo, que há uma injeção de gasolina de 30 em 30 ciclos de injeções de GPL é fácil perceber que o efeito nunca poderá ser o que se pretende.
Se não se importa de gastar gasolina então é melhor utilizá-la em situações em que o desgaste das sedes é mais elevado(alta rotação e carga) e nessas situações injetar mesmo só gasolina.