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por lobito » 06 jan 2017, 13:55
Não @chorão, os parques eólicos atingem a máxima produção à noite, quando estamos a sonhar e a industria e os serviços praticamente todos parados. Muitas das eólicas são "travadas" durante esse período porque não podem injectar mais energia na rede.
As centrais térmicas poluem, mas são quem suporta os picos de consumo durante o dia e os tais carregamento dos EVs. Quaisquer aumentos de energia durante o dia são suportados por essas "malditas" centrais térmicas sem as quais muito provavelmente mais de metade de nós não tinha trabalho, logo tostões para comprar o pão.
Aumentar a capacidade das eólicas para não usarmos as centrais térmicas é um disparate económico, só interessa a alguns que vêm nisso forma de enriquecer. A nível de painéis solares ainda temos espaço para crescer, se conseguirmos em dias de sol ter mais energia "limpa" diminuindo a utilização das centrais térmicas, óptimo. Agora ideias como utilizar baterias para "guardar energia" nas alturas de maior produção para depois ser usada quando for necessária, parece-me mais uma hipocrisia ecológica. As únicas "baterias" ecológicas já são utilizadas em Portugal e noutros países (não sei a que escala, mas já em 1988 se fazia) que é bombear durante a noite água a jusante das barragens para as albufeiras a montante, aproveitando as horas de menor consumo de energia e de energia excedentária de fontes de produção continua ou até superior (como é o caso da eólica). Nos anos 80 e 90 comprava-se energia nuclear à França para reencher algumas albufeiras, mais no verão. Julgo que se continua a fazer, aliás acho que há mesmo projectos quase só para isto, 2 albufeiras, a água vai circulando duma para outra. Ou seja seria uma forma de converter a energia eólica que temos excedente em muitas horas, em energia hidráulica, só que as albufeiras têm limites que não podem ser ultrapassados, tal como as descargas. E lá vem o problema dos ecologistas (refiro-me aos fanáticos, eu também defendo um planeta mais ecológico, menos poluído mas não esquecendo a racionalidade e que as pessoas têm de comer, senão não vale a pena vivermos num local tão limpinho mas sem pão) que também não querem barragens porque isto ou por aquilo.