HelGPL Escreveu: ↑08 fev 2021, 13:32
Eu acho que se deveu tambem ao preço que a gasolina teve durante estes nos todos em relação ao Diesel o que levou á aquisição em massa de veículos a diesel.
O gasóleo tem um preço mais baixo devido a ser considerado um combustivel para veiculos de trabalho. Na verdade nunca deveria ter sido outra coisa... como acontece em muitos paises, como Japão ou EUA, entre muitos outros.
Ainda me lembro do tempo em que quem comprava um automóvel diesel de passageiros (mais de 2 lugares) tinha que pagar um imposto adicional. E tinha um valor bastante elevado... Tenha que se fazer mesmo muitos quilometros para compensar. Depois isso desapareceu... passou a ser luxo ter carro a gasóleo, porque eram mais caros de produzir, pagavam pouco mais imposto IA e IUCmas facilmente amortizado pelo menor custo de gasoleo.
Existe o gasóleo agricola e deveria existir há muitos anos o gasóleo para os pesados.... faz sentido.
Mas nunca, em tempo algum, o gasóleo para ligeiros de passageiros deveria ser mais barato que a gasolina.
É por esta razão que temos tanta poluição atmosférica com substancias cancerígenas, especialmente nas cidades.
Esse é que é o problema... não é o CO2.
HelGPL Escreveu: ↑08 fev 2021, 13:32
Uma situação que se mantém em relação a um híbrido é a necessidade de revisão e mudança de óleo filtros etc... continua a ser uma despesa como se fosse num carro a gasolina ou diesel. Se for totalmente elétrico pelo que tenho conhecimento sim, o "mecânico" irá deixar de ser tanto requisitado.
É um facto! Embora seja sempre inferior a um carro normal.
Depende dos híbridos, do sistema que utilizam, mas poupa-se sempre alguns óleos e componentes de substituição. O motor trabalha muito menos. O intervalo de substituição pode ser alargado. Ao fim de 20 mil kms o óleo sai limpo... Já num diesel, ao fim de umas horas está completamente negro.
Até as pastilhas de travão tem uma duração muito maior.... Neste ponto é identico aos VE, pois a travagem é maioritariamente eléctrica regenerativa. De tal forma que o meu carro com quase 50 mil kms, ainda nem sujou as jantes...
HelGPL Escreveu: ↑08 fev 2021, 13:32
APHenriques Escreveu: ↑07 fev 2021, 14:23
O GPL está condenado, pois o foco está nas emissões de CO2. Continuo a afirmar que o CO2 é o menor dos nossos problemas ambientais. Mas sendo assim e sabendo nós que em emissões de CO2 o GPL não trás qualquer redução... está condenado a desaparecer. Ainda mais se a ideia é a produção a partir de matérias primas originais em vez de resíduos.
O GPL nunca irá acabar isso tenho praticamente a certeza, devido ao consumo que existe nas habitações, milhares de habitações de apartamentos recorrem ao GPL quer por botija, quer por canalizado (que está a começar agora a ser implementado). Só por isso já existe uma grande necessidade. Quantos ao carros acho que irá depender da duração que os carros a gasolina terão e se os sistemas de GPL vão avançar tecnologicamente acompanhando o carros atuais, até porque grande parte da frota GPL deve ser em carros anteriores a 2010 (e já estamos a falar em 11 anos em relação á atualidade)*
*isto apenas opinião, não me baseei em nenhum estudo.
Sim... eu referia-me aos carros.
No entanto, os motores de combustão podem eventualmente se manter em actividade mais tempo, se entretanto surgir um combustível sintético neutro em carbono. Especialmente para veículos pesados ou aviões. Na verdade já existe, falta afinar a produção... Fazia mais sentido a Galp se dedicar a isso...
HelGPL Escreveu: ↑08 fev 2021, 13:32
Eu até acho que no futuro a necessidade de carro irá cada vez ser mais reduzida. Basta um forte investimento na rede publica que cortava logo com a emissões e aliviava a circulação auto em grandes e médias cidades. Portugal ficou para trás neste aspeto em relação a muitas cidades europeias/asiáticas, onde é muito usual o transporte publico. Vemos hoje em dia secalhar "3" carros por família, e com uma rede publica bem organizada, conseguiríamos baixar este numero.
Eu acho que teremos de aguardar pelos próximos anos para ver se realmente irá existir um boom ou se terá um progressão mais na horizontal.
Eu sou pioneiro da informática... durante os anos 80 acreditava que a utilização de transportes seria bem reduzida no futuro. Com fortes benefícios na redução de poluição, custos com transportes e menos tempo perdido nas deslocações de rotina, etc.
No final dos anos 80 já andávamos a imaginar e a projectar as bases que nos permitem hoje o tele-trabalho. A tecnologia há muito que o permite, mas a tecnologia instalada só agora foi posta em prática de forma mais abrangente.... foi preciso uma pandemia.
Mas todos nós temos um pouco do síndroma de "barata tonta"...
Eu sempre fui contra a circulação de automóveis nas cidades. Mas fora das mesmas, a utilização de automóveis é inevitável.
Actualmente posso me considerar um sortudo pois não preciso ir a Lisboa com frequência, mas quando o tinha que fazer, usava transportes públicos dentro da cidade. Mas nas deslocações que faço mais frequentemente (concelhos de Mafra, Sintra, Torres Vedras) é impensável usar transportes públicos, para mim.
Não acredito numa menor utilização de veículos automóveis nos próximos anos. Até pelo contrário.