A Kia relançou o popular Picanto, agora com pequenos motores a gasolina que, a partir de setembro, serão, também, a GPL
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Perante a crise os importadores portugueses apostam cada vez mais em carros pequenos mas com algum equipamento, vendidos a preços não muito acima dos dez mil euros.
É nesta perspetiva que o Kia Picanto ressurge no mercado português.Completamente redesenhado, parecendo um "condensado" do Kia Venga, já está à venda em duas motorizações: 1.000 e 1.200 centímetros cúbicos, ambas a gasolina. O diesel acabou neste modelo.
A novidade, prevista para setembro, é o lançamento de uma versão com motor de um litro, construída de raiz para funcionar, indiferentemente, a gasolina ou a GPL. É o afirmar de uma tendência que talvez venha a ganhar expressão no mercado português: carros que gastem poucos cêntimos aos cem e que, à partida, não tenham o agravamento de preço inerente aos motores a gasóleo.
O preço (já com alcavalas e equipamento intermédio) andará pelos € 13 mil, abaixo dos dieseis mais baratos que, salvo exceções (como os modelos mais despojados da Dacia), começam acima da fasquia dos € 15 mil.
O GPL (gás de petróleo liquefeito) é menos poluente e mais barato, andando pelos 80 cêntimos o litro. Sendo menos eficiente termicamente, o motor perde algum rendimento e gasta um pouco mais. Mas o saldo financeiro final é compensador.
Há que contar com um sobrecusto de aquisição da ordem dos €1.400 relativamente à versão 1.0 a gasolina que, quem fizer 90 km por dia, amortizará em pouco mais de um ano.
No carro com bi-carburação o depósito acomoda 35 litros de gás, a que acrescem mais dez litros de gasolina. A comutação do depósito grande para o pequeno faz-se automaticamente. A sete litros de GPL aos cem isto dá 500 km de autonomia mais 150 km (a gasolina).
Um problema é a lei que (ainda) proíbe o acesso deste tipo de viaturas a parques subterrâneos devido ao (remoto) risco de intoxicação ou explosão (o GPL é mais denso que o ar e pode acumular-se nos pontos mais baixos no caso de uma eventual fuga).
Hoje em dia a rede nacional de GPL já é relativamente densa e não falta onde abastecer, pelo menos nos meios urbanos e na rede de itinerários principais.
Para já, num breve contacto, experimentámos a versão a gasolina de um litro e 69 cavalos com cinco portas. Consoante o equipamento, pode custar € 9.950, € 11.800 ou € 12.700 (preços finais ao público).
Boa nota para a posição de condução, o desenho interior e o conforto. Revelou-se agradável de guiar, embora não se possam esperar arranques nem recuperações fulgurantes de um motor tão pequeno.
O consumo no computador de bordo, mesmo com algum mimo, nunca desceu dos sete litros aos cem.
Falta o pior. Como se está a tornar moda no mercado, o novo Kia Picanto não traz pneu sobressalente. Só compressor e bomba de furos que nada resolvem se houver um corte mais extenso ou o pneu desencostar da jante devido a alguma pancada.
Adivinhem o que me aconteceu ao fim da tarde de sábado... Agruras que se podem evitar se na hora da compra quisermos esportular mais € 190 por um pneu de emergência.
In EXPRESSO
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