por acaso não entendo como se poupa as válvulas de escape sem umas gotas de gasolina, ou lub de vez em quando...
O motor está preparado para não ter gasolina nas válvulas de admissão, isso explica a não necessidade de lubrificação nestas.
Nas válvulas de escape, a absorção de calor produzida pela vaporização do GPL no interior da câmara de combustão, que é superior à produzida pela gasolina e é inexistente nos kits de injeção gasosa, diminui a carga térmica sobre estas, acontecendo que a temperatura dos gases de escape deverá ser inclusivamente inferior a GPL do que a gasolina. Isto diminuirá consideravelmente o problema, mesmo nos motores sensíveis. Se ainda assim for necessário o aditivo deverá ser adicionado diretamente no depósito aquando do abastecimento de GPL, sem necessidade de dispositivos doseadores.
o que ainda não percebi bem é as vantagens
Para além das já referidas este sistema permite, ao contrário dos sistemas de injeção em fase gasosa para motores de injeção direta a gasolina que consomem cerca de 10 a 20% de gasolina, o que a preços atuais não é nada desprezável, trabalhar exclusivamente a GPL.
A poupança que isto permite torna o retorno pouco superior ao da instalação de um kit de fase gasosa.
Poderíamos pensar que mais valia comprar um carro com injeção indireta a gasolina.
Nada mais errado.
Os motores de injeção direta, mesmo sem funcionarem em carga estratificada, permitem devido ao tal arrefecimento da câmara de combustão e ao maior controlo de todo o processo de combustão, utilizar taxas aparentes de compressão mais elevadas aumentando a eficiência em até 5% em relação aos motores de injeção indireta.
Mas agora vem a cereja no topo do bolo.
A utilização da estratificação da carga, possibilitando uma queima pobre na quase totalidade da câmara de combustão, com exceção da zona da vela (para facilitar a faísca) vem aproximar a eficiência destes motores da dos motores Diesel, que são também motores de queima pobre.
Prevê-se que a utilização da injeção direta e da estratificação da carga vá aumentando gradualmente nos próximos anos. Os kits tradicionais de injeção em fase gasosa não podem injetar GPL nestas condições. Isto é, durante estes ciclos o motor consumirá gasolina.
Mais. Dentro de 10 anos todo o segmento acima dos utilitários utilizará exclusivamente este tipo de motores. Os kits de injeção em fase gasosa não podem ser instalados em motores que funcionem com estratificação da carga durante uma grande parte do seu ciclo de trabalho.
O que este sistema veio trazer foi um futuro ao GPL-Auto, pois sem ele quase não se poderiam fazer conversões a médio prazo.
E pensar que há meia dúzia de anos se escreviam teses de doutoramento sobre a injeção direta de propano.
A designação correta é Liquid Propane Direct Injection e não
Liquid Petrolium Direct Injection
Qualquer motor moderno seja a gasolina ou gasóleo faz médias muito baixas desde que se ande a pisar ovos!
E para se chegar aí foi preciso muito trabalho, porque é precisamente quando o motor é menos solicitado que a sua eficiência baixa muito. É aqui que os motores de injeção direta se superiorizam. Com estes o condutor é que escolhe se quer gastar muito ou pouco.
Todos os motores de injeção direta (o turbo não tem nada a ver) deveriam ter um sistema destes. 2500€ é menos do que a diferença para um carro a gasóleo equivalente.Todos os carros com motor turbo (TSI) têm que ter um sistema destes, correto, que em média fica por 2.500EUR
E para terminar os contras deste sistema, que não são do sistema em si mas das gasolineiras continuarem a não aditivar o GPL, apesar da sucessiva insistência da ANIC-GPL.
O GPL tem um menor poder lubrificante do que a gasolina e não tem aditivos. Assim é natural que todos os componentes que dependem da passagem do combustível para se lubrificarem tenham vidas úteis mais curtas, injetores incluídos.
Para além disso com GPL com teor de insaturados elevado(proibido por lei) poderão formar-se polímeros nos bicos dos injetores.
No caso dos sistemas de injeção indireta em fase líquida(não estes) poderiam produzir-se problemas de formação de espuma.
No verão a pressão dentro do depósito poderá dificultar o abastecimento (mas isso também acontece por vezes com os sistemas de injeção em fase gasosa).